
A energia relacionada à agua é uma das mais caras (e precisosas) devendo ser preservada de forma racional. Apesar da abundância hídrica do Brasil, é difícil usá-la racionalmente em edifícios. Todos os edifícios residenciais e comerciais deveriam ter um pré-tratamento dos esgotos.
Usar sistema de refrigeração a ar, eliminando os sistemas de torres de resfriamento a água. Captar água de chuva para descarga sanitária. A energia humana, talvez a menos pensada de todas, é a mais valiosa. Quantos edifícios são desenhados e ocupados por pessoas despreocupadas com o desempenho do trabalho?
Ou seja, as pessoas acabam consumindo grande parte de sua energia física para superar as falhas das instalações físicas onde trabalham. Entre elas podemos citar: barulho, falta de acústica, excesso ou falta de iluminação, reflexo dos computadores, ar condicionado muito frio ou muito quente, cadeiras e móveis pouco ergonômicos, cores e layouts que distraem a atenção. Destaca-se também que a falta de logística não permite a interação de pessoas e equipamentos, integrando rápida e eficazmente os departamentos.
Enfim, cuidados especiais com o ser humano, no sentido de permitir que ele, em seu ambiente de trabalho, possa conservar sua própria energia em vez de somente descarregá-las durante as jornadas no ambiente corporativo.
A energia elétrica, na verdade, é a mais fácil de ser mensurada – sua utilização e custo atinge diretamente o trabalho e o bolso. Muitas medidas (para o uso racional de energia) tem a ver com vários processos do desenho da arquitetura. Já é meio caminho andado se a arquitetura for pensada para a conservação de energia desde os projetos iniciais.
As principais áreas de estudo são:
O conjunto de luminárias, lâmpadas, refletores e reatores eletrônicos evoluíram muito nos últimos anos. As luminárias, hoje, são muito mais eficientes que no passado. Os sensores de presença, à base de infra-vermelho e ultrassom que ligam ou desligam a luz na presença das pessoas, sensores de sensibilidade que dimerizam as luzes aproveitando a luminosidade externa são medidas simples que, associadas ao sistema de gerenciamento de energia central, possibilitam o uso de energia para a iluminação e evitam prejuízos.
Os elevadores, a co-geração de energia, o gerenciamento de equipamentos como bombas, motores e outros, são itens tratados de forma consciente. Desta forma, os prédios modernos, com uma quantidade enorme de equipamentos, podem gastar menos que os prédios menos eficientes (não necessariamente mais velhos).