Artista plástico Caciporé Torres abre sua casa em São Paulo para a Casa Vogue

01/09/2025

Conforto para analisar e sentir cada traço ganhar forma. Reformada em São Paulo, assim é a casa do escultor Caciporé Torres: feita para admirar. A arquitetura de linhas retas e sem floreios, projeto do Studio Scatena, destaca com todo cuidado as criações do artista, considerado o escultor com maior número de obras públicas do Brasil.

Premiado em quatro das oito bienais internacionais que participou, Caciporé faz questão de colocar a mão na massa – ou melhor, nas chapas metálicas, material típico de suas invenções. “Escultor tem que esculpir. Faço o processo do início ao fim, desde a compra do aço”, afirma o artista que, aos 81 anos, passava horas na oficina reservada aos fundos da residência de 670 m².

Os ambientes fluem sem paredes divisórias. Uma porta de correr permite manter o vão aberto para a piscina. 

“Estou sempre em contato com as minhas obras. Gosto de experimentá-las”, diz o escultor. A casa no Campo Belo foi reformada para contribuir com tal processo de observação. Os arquitetos Billy e Daniella Scatena mudaram pouco da parte periférica existente, porém internamente tudo ficou diferente e integrado. Principalmente no térreo, onde a sala de estar, jantar e escritório se unem como uma grande galeria, cercada pelas peças.

“Fizemos uma arquitetura mais linear, com pouca decoração para não brigar com os objetos. Também nos preocupamos em ter portas com grandes aberturas e eliminar pilares, facilitando a circulação”, comenta Billy, ciente da variação de tamanhos das obras do morador, tradicionalmente destinadas a espaços arquitetônicos.

Paineis de madeira cumaru revestem a parede externa do segundo andar, que possui acessos independentes. O paisagismo é assinado por Marianne Ramos e Juliana Candian

Por todos os lados, Caciporé vê suas obras amadurecerem. “É um processo permanente. Fico na sala observando tudo, experimentando, mudando. Com todo o conforto”, revela. 

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